O processo já começou!
SINOPSE
Em um futuro pós-apocalíptico não muito distante, o planeta é um lugar devastado. O Continente é uma região do Brasil miserável, decadente e escassa de recursos. Aos 20 anos de idade, todo cidadão recebe a chance de passar pelo Processo, uma rigorosa seleção de provas físicas, morais e psicológicas que oferece a chance de ascender ao Mar Alto, uma região onde tudo é abundante e as oportunidades de vida são extensas. Entretanto, somente 3% dos inscritos chegarão até lá.
Num período de grande sucesso das produções como Jogos Vorazes, Maze Runner e Divergente, a estreia da primeira série nacional na plataforma da Netflix também aborda temas relacionados a desigualdade, sobrevivência e escolhas.
A ficção tem como enredo um mundo pós-apocalíptico, no qual a sociedade é divida entre uma classe que vive na extrema miséria e pobreza e outra onde desfrutam de todas as regalias e melhores condições de vida. Ao completarem 20 anos, as pessoas dessa então classe pobre, tem a oportunidade de se inscreverem em um processo seletivo, que tem por objetivo selecionar apenas os 3% dos indivíduos qualificados para morar no Maralto, um paraíso cheio de oportunidades e promessas de uma vida melhor.
Com o desenrolar dos episódios podemos acompanhar todas as provas pelo qual os candidatos devem passar, além disso, gradativamente, através de flashbacks nos é revelado o passado perturbador que persegue cada um dos participantes. Nesse sentido o roteiro foi bem trabalhado e se desenrolou com grande precisão, desse modo instiga a simpatia do telespectador por alguns candidatos, assim como a aversão por outros. Destaque para Joana (Vaneza Oliveira), Fernando (Michel Gomes) e Rafael (Rodolfo Valente), que em uma relação de união e desconfiança conseguem chamar a atenção do público e proporcionarem um bom desenrolar da história.
Nesse plano de fundo vale destacar elementos que buscam movimentar a trama, como as torturas e manipulações usadas pelo Processo e a existência de pessoas infiltradas pertencentes a um grupo de resistência, chamado de Causa.
A série busca mostrar vários aspectos da sociedade, elevando consigo fortes críticas à estrutura social vigente: o corrompimento do ser humano, mostrando até que ponto o mesmo pode chegar quando acredita e deseja fielmente algo, a falsa felicidade e ideologias cegas que colocam em xeque o caráter de seu adepto, e sobretudo a política de meritocracia como forma avaliativa. Muitas vezes, o mérito dos participantes é colocado em dúvida com a inversão de valores que encontra-se presente no encadeamento da trama, no qual o esperto tira o lugar do correto e o bonzinho, por acreditar merecer mais que os outros, se revela o pior de todos.
Esse é sem dúvida um dos pontos fortes da série, que soube de forma inteligente retratar esses aspectos e mostrar que muitas vezes a justiça é apenas uma ilusão.
Um dos aspectos negativos e que muitas vezes vezes incomoda quem está assistindo é o titubear da câmera, não sei se proposital, mas que muitas vezes por não conseguir acompanhar o diálogo e explorar alguns ângulos não favoráveis, causa certo desconforto. Contudo, o roteiro e a boa atuação dos atores nos levam a acompanhar a história até o fim.
Essa é na minha opinião uma série que merece uma chance, para aqueles que gostam de uma boa distopia vale a pena investir um final de semana para assistir 3%.
TRAILER
NOTA
Nesse plano de fundo vale destacar elementos que buscam movimentar a trama, como as torturas e manipulações usadas pelo Processo e a existência de pessoas infiltradas pertencentes a um grupo de resistência, chamado de Causa.
A série busca mostrar vários aspectos da sociedade, elevando consigo fortes críticas à estrutura social vigente: o corrompimento do ser humano, mostrando até que ponto o mesmo pode chegar quando acredita e deseja fielmente algo, a falsa felicidade e ideologias cegas que colocam em xeque o caráter de seu adepto, e sobretudo a política de meritocracia como forma avaliativa. Muitas vezes, o mérito dos participantes é colocado em dúvida com a inversão de valores que encontra-se presente no encadeamento da trama, no qual o esperto tira o lugar do correto e o bonzinho, por acreditar merecer mais que os outros, se revela o pior de todos.
Esse é sem dúvida um dos pontos fortes da série, que soube de forma inteligente retratar esses aspectos e mostrar que muitas vezes a justiça é apenas uma ilusão.
Um dos aspectos negativos e que muitas vezes vezes incomoda quem está assistindo é o titubear da câmera, não sei se proposital, mas que muitas vezes por não conseguir acompanhar o diálogo e explorar alguns ângulos não favoráveis, causa certo desconforto. Contudo, o roteiro e a boa atuação dos atores nos levam a acompanhar a história até o fim.
Essa é na minha opinião uma série que merece uma chance, para aqueles que gostam de uma boa distopia vale a pena investir um final de semana para assistir 3%.
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